quarta-feira, 16 de setembro de 2015

What happens in Vegas... Might not stay in Vegas - 25º capítulo - Interativa








25. And never did I think that I would be caught in the way you got me

Não quero ouvir que você tem um namorado
Às vezes é melhor você ficar sozinha
Mas se você mudar de ideia, você sabe onde estou
Sim, se você mudar de ideia, você sabe onde me encontrar

(Panic! At the disco - Girls/Girls/Boys)



- Nossa! Olha isso! - Ouvi a Nicola dizer.

- Isso não é de verdade, não é possível! - A Nadine respondeu.

- Será que é bomba?- A perguntou. Tive que segurar meu riso.

- Só tem dois jeitos de saber. Ou perguntando diretamente... Ou apertando. - A ruiva disse e me virei para olhá-la. Sorte que ainda estava distraída. Era domingo, primeiro dia de dezembro e estávamos na praia. Tudo bem que estava mais frio, mas ainda sim, não estava nada exagerado. Quer dizer, dava para pelo menos tomar um pouco de sol. As três olhavam um cara que estava se exibindo, apesar de estar parado. Atraía a atenção de boa parte das mulheres que estavam ali e ele nem era tão bonito assim, no final das contas. Vendo que não ia ter jeito, suspirei e me levantei, tirando a bermuda e colocando ao lado da . Fui andando até a água e mergulhei. Depois de um tempo, quando voltei para perto delas, a Nadine e a Nicola tinham sumido. A estava segurando um livro e com os fones de ouvido e, quando tirei um, abriu a boca para protestar e pude vê-la me olhando de cima a baixo. Perguntei:

- E as meninas?

- Iam dar uma volta.

- Passou o protetor?

- É sério que vai controlar até isso?

Não discuti; Peguei a sua bolsa e saí em busca do frasco. Assim que o encontrei, ela viu que não ia ter como me dissuadir e fechou o livro, marcando antes a página em que tinha parado. Em seguida, se levantou e foi se sentar sobre a canga de uma das meninas. Me ajoelhei atrás dela e percebi uma coisa enquanto passava o protetor nas suas costas. Foi irresistível...

- Engraçado como você não consegue se controlar quando te toco... Mesmo sem segundas intenções...

A ouvi suspirando e ri fraco. Me inclinei na sua direção e comecei a beijar sua nuca. Senti que ficou tensa e falei:

- Relaxa, amor.

- Estamos num lugar público e você está bem se aproveitando! - Resmungou e sorri.

- Quem manda você me deixar na abstinência por tanto tempo? Sem falar que estar te vendo com esse biquíni...

Percebi que respirou fundo e falei:

- Sabe muito bem o que eu tenho vontade de fazer, não é?

- Sei. E vou te falar o que eu quero fazer agora.

- E o que é?

- Te atirar no Pacífico.

Se levantou e até tentei pegá-la sem sucesso. No meio do caminho, olhou para trás e deu um meio sorriso. Xinguei a Nadine e a Nicola por não estarem ali e tive que me contentar em dar uma olhada de longe na .

Depois que ela voltou, as amigas também o fizeram e elas decidiram almoçar por ali mesmo. E, tão logo acabamos, dei uma carona para as duas de volta para a casa. Quando chegamos, estava pensando numa coisa e a percebeu.

- O que foi?

- Estava me lembrando de uma coisa... Não sei se foi sonho ou se foi realidade.

- E que coisa foi essa?

- Acho que noite passada eu sonhei que você foi no meu quarto e... - Franziu as sobrancelhas. - Fez oral em mim. Foi um daqueles sonhos que até pareciam realidade.

Me olhava fixamente e falei:

- Só que é óbvio que foi sonho. Se você está tão relutante em ceder...

- Além do mais... Se eu fizesse oral em você, seria quando não estivesse dormindo. Na primeira vez que fiz... Gostei de ficar observando seu rosto. Vendo cada uma das suas reações e o que estava sentindo...

- Vou te ser honesto. - Cruzou os braços na altura do estômago e até empinou o nariz um pouco quando parei perto dela. - Gosto de quando você me toca. Com as mãos... - As segurei. - E com a boca. - Ergui uma das minhas mãos e fiz o contorno do seu lábio inferior com o polegar. - Que, aliás, é uma das partes do seu corpo que mais me tira do sério.

Me olhava, séria.

- Por que você acha que estou pedindo tanto para que acabe logo com essa abstinência? Não estou mais aguentando e tenho até medo de acabar fazendo uma besteira.

Segurou meu pulso e disse:

- Não parece, mas eu falo sério quando te ameaço. Se tentar me forçar a fazer sexo com você, juro que vai se arrepender pelo resto dos seus dias.

- Então acaba com essa merda dessa abstinência! O que eu tenho que fazer para ter você de novo? É tão difícil assim entender que não é só pelo sexo?

- Ah não? Então por que está insistindo tanto para que eu vá para a cama com você, hein? O que eu tenho de tão diferente daquelas garotas?

Hesitei por um instante, mas decidi que era agora ou nunca.

- A diferença é que eu amo você! - Falei de uma vez. Ela não disse nada. Só ficou me olhando, impassível. - Não... Não consigo mais me imaginar sem acordar e te ver andando pela casa, entrar na cozinha e não te ouvir cantando, chegar e te ver esparramada no sofá, vendo Doctor Who. Não vou conseguir te deixar ir depois que o prazo acabar.

Respirou fundo e disse:

- ...

- Quer saber? Cansei. Acabei de admitir que te amo e você fica dando para trás, como sempre! Qual é o problema, afinal de contas? É medo de se envolver? Afinal de contas, sabemos muito bem que enrolou para responder que ia aceitar o pedido de namoro do Alex e está fazendo quase a mesma coisa comigo!

- O problema é você! Se você diz que não vai conseguir se acostumar a morar sozinho aqui de novo, imagina como eu vou ficar? E nem pense em dizer que vou ficar bem e me sair muito melhor do que você, porque sabe muito bem que não vou. Tem um motivo para que eu tenha te deixado na abstinência esse tempo todo e te tratado mais friamente.

- Por causa das garotas. Eu reconheço que errei e...

- Errou mesmo. E dói principalmente porque você não está sozinho.

Olhei fixamente para ela, achando que estava ouvindo coisas.

- O que quer dizer? - Perguntei, mais para ter certeza que qualquer outra coisa.

- O que eu quero dizer? - Riu com um pouco de escárnio. Se aproximou de mim e fez algo inesperado: Me bateu. Foi um tapa daqueles mais ardidos e tinha certeza que ficaria com a marca da sua mão no meu rosto por alguns bons minutos. - Que, além de você ser um idiota que merece mais mil iguais à esse... É o idiota que eu amo.

Não consegui acreditar. No instante seguinte, ela estava me puxando para mais perto, sendo que eu pude perceber que estava na ponta dos pés para conseguir me alcançar. Sem qualquer aviso, me beijou. Imediatamente, segurei firme em sua cintura e a puxei para mais perto. Quando tive a deixa, consegui erguê-la do chão e a levei para o quarto. Assim que entramos lá, metade das suas roupas já tinha sido largada pelo meio do caminho e eu estava só com a sunga. Ia coloca-la sobre a cama quando conseguiu separar sua boca da minha e disse:

- Banheiro.

Não entendi de imediato e ela disse, explicitamente:

- Quero transar com você debaixo do chuveiro.

- Ah tá.

Riu e perguntei, a levando até lá:

- O que foi?

- “Ah tá.” - Respondeu, fazendo uma careta com direito à bico. Dei um estalo com a língua e a pus sobre a pia. Enquanto eu tirava a sunga, ela fazia o mesmo com o biquíni. Ia pegá-la no colo de novo quando me impediu. Desceu da pia e foi andando até o box. Percebi que abriu o registro do chuveiro e falei:

- Não sei se você sabe, mas... A água tem que ser fria, senão a gente não vai aguentar...

A ouvi resmungando e me aproximei. Me inclinei um pouco na sua direção e comecei a beijar seu ombro, indo até o pescoço. Assim que beijei um ponto específico perto da sua orelha, senti que estremeceu e ri baixo, mordendo o lóbulo da sua orelha. Sufocou um gemido e deixei minhas mãos percorrerem seu corpo. Prestei atenção às suas reações e, quando puxei seu quadril de encontro ao meu, a ouvi gemer fraco. Decidindo acabar logo com toda aquela tortura, fiz com que se virasse de frente para mim e a ergui do chão. Em seguida, apertei sua coxa e enterrou os dedos nos meus cabelos, puxando de leve. Em resposta, mordi seu lábio inferior e apertei a sua coxa ao mesmo tempo. Como senti falta de tudo aquilo, mas principalmente dela...



Suas mãos passeavam pelo meu corpo, acariciando, apertando cada pedaço que conseguiam alcançar. Sabia que não ia conseguir parar e por isso que decidi ignorar o meu juízo e seguir os meus instintos e obedecer ao coração.

Adorava sentir seu corpo pressionando o meu, principalmente porque o sempre dava um jeitinho de fazer com que houvesse o máximo de contato. Aprofundou o beijo e, quase imediatamente, senti a sua mão que estava no meu pescoço deslizar pelo colo até chegar em um dos meus seios. O apertou com vontade e ofeguei por entre o beijo. Em resposta, deslizava as minhas unhas pelas suas costas, ainda que não conseguisse evitar sentir um pouco de remorso; Era algo que eu não gostava muito de fazer principalmente por causa do medo de machuca-lo.

Deixou a minha boca para partir em direção ao pescoço e, quase ao mesmo tempo, senti que tocou o outro seio. Gemi fraco conforme a situação ia ficando ainda mais complicada do que já estava e, aproximando minha boca da sua orelha, sugeri:

- O que acha de um segundo round depois que a gente sair daqui?

Se endireitou para me olhar e respondeu:

- São três meses desde a última vez que a gente transou. Acha mesmo que eu vou me contentar só com duas vezes?

Mantive meu olhar fixo no seu e eu quis saber:

- E o que quer fazer então?

Parecia que seus olhos ficaram mais escuros. Assumiu uma postura séria e perguntou:

- Quer mesmo saber?

- Se não quisesse, não estaria perguntando.

Travou o maxilar e resmungou:

- Odeio essa sua mania de responder à tudo.

Dei um meio sorriso e me inclinei na sua direção. Falei, com a boca colada à sua:

- Não... Não odeia que eu sei.

- Convencida.

Sorri e mordi seu lábio inferior, o sugando em seguida.

- Respondendo à sua pergunta... Por mim, te levava para a cama assim que a gente sair daqui e não íamos sair até amanhã de manhã.

Dei de ombros, como se dissesse “Sem problemas.”.

- Então você não se importa se, amanhã, não puder se sentar direito? - Perguntou e neguei.

- Você não é o único que estava quase subindo pelas paredes... E agora bico fechado e trata de dar um jeito nessa abstinência.

- Mandona. - Sibilou, antes de me beijar.

Não sei explicar muito bem o porquê, mas não tinha muita paciência para preliminares sob o chuveiro. Tanto que, graças à isso, simplesmente dei um jeito de pulá-las e, no instante seguinte, já o sentia deslizando para dentro de mim. Provavelmente por ter ficado tanto tempo sem quase nenhum contato, tudo parecia mais intenso, principalmente porque ele investia sem pressa. Não tinha me dado conta do quanto sentia a falta dele, de ter a sensação do seu corpo ao meu, do seu toque... Rebolei do jeito que consegui e, aos poucos, ele ia aumentando a velocidade com que se movia. Conforme a sensação de prazer ia crescendo, eu até tentava me segurar, mas era impossível. Do mesmo jeito que não tinha como não me agarrar cada vez mais à ele, o puxando para perto, não importando que isso era fisicamente impossível. Tudo o que eu mais queria era ele. Sentia uma das suas mãos passeando livremente pelo meu corpo, tocando cada parte com o máximo de delicadeza, como se eu fosse feita de porcelana e pudesse quebrar a qualquer momento.

À medida que ia tudo ficando pior, era cada vez mais difícil de me controlar e não gemer. Já havia desistido de continuar com o beijo havia algum tempo e sentir a sua respiração ofegante batendo contra a minha pele, causando um leve choque térmico, só fazia piorar ainda mais, apesar de não achar a água fria tão ruim assim; O contraste entre as temperaturas estava realmente bom. Não bastasse isso tudo, ele ainda falava algumas coisas em alemão, com a voz mais rouca e sexy imaginável, que me eram ininteligíveis naquele instante. No entanto, pude discernir quando ele me chamou de “Torte”. Naquele instante, capaz que eu ia lembrar o significado! Não resistindo, mordi seu pescoço e o assustei. No entanto, não demorei a ouvir sua risada fraca. Justamente por ter um pouco mais de liberdade para me movimentar, também o acariciava como podia, vez ou outra beijando e mordiscando seu pescoço, que era uma das partes do seu corpo que eu podia alcançar naquele instante. E cada vez que sentia minha boca na sua pele, parecia que ficava mais excitado. Me atrevi a apoiar a mão sobre seu peito e senti seu coração bater tão forte e rápido que até fiquei com medo. Quase imediatamente, me beijou. E quando se separou de mim completamente, fez com que eu descesse e, quando ia protestar, me virou contra a parede e, entendendo o que ia fazer, avisei:

- Oi! Lembre-se da diferença de tamanho entre nós.

Senti que puxou meu quadril para trás e fez com que eu empinasse a bunda um pouco. Quase imediatamente, voltou a me penetrar, mas com mais rapidez e um pouco menos de delicadeza. Segurava firme na minha cintura com uma das mãos enquanto a outra buscava um dos meus seios; Assim que o encontrou, o apertou e tudo o que eu consegui foi gemer seu nome enquanto sentia que havia chegado ao máximo do que podia aguentar. Depois de alguns minutos, foi a vez dele. Enquanto esperava a minha respiração normalizar, senti que saiu de dentro de mim e choraminguei fraco. Ainda com as mãos na cintura, fez com que me virasse de frente para ele. Encostei a cabeça sobre o seu peito e, não resistindo, o beijei. Senti que fez um carinho gostoso na minha cintura e, em seguida, o ouvi dizer, ainda com a voz um pouco falha (Mas não menos sexy!):

- Da próxima vez que me deixar tanto tempo sem sexo... Juro que te castigo da pior maneira possível.

- E como vai fazer isso? - Perguntei, traçando um caminho até seu pescoço.

- Sinto muito, mas não vou revelar os meus planos. - Disse e sua mão foi deslizando pela minha coxa. - Não disse que gosta de surpresas?

Hesitei por um instante e vi que esticou a mão até a saboneteira. Soltou a outra da minha cintura e, sem se separar de mim, vi que começou a fazer bastante espuma. Depois de recolocar o sabão no lugar, senti que deslizava as mãos pelos meus ombros. Foi me dando banho e, quando quis lavar meu cabelo, hesitou um pouco e falei:

- Se incomodar, te aviso.

Deu de ombros e pôs um pouco de shampoo na palma da mão. Puxei seu pulso e fiz com que caísse um pouco de água, diluindo um pouco. Só então, guiei suas mãos para a minha cabeça e ele fez tudo de maneira delicada. Quando chegou a sua vez, tenho que confessar que foi um pouco... Irresistível. E a sensação do meu toque claramente mexia com ele. Justo quando a situação estava começando a se complicar ainda mais e estávamos a ponto de perder o controle, ele rapidamente terminou de tomar banho e saiu primeiro do boxe. Enrolou uma toalha em torno do quadril e, antes mesmo que eu pudesse pisar no chão, pegou outra e a enrolou em mim.

- Apesar de ter amado... Estou me sentindo uma criança.

Sorriu e perguntou:

- E então? Pronta para o segundo round?

- Será que você vai aguentar?

- Deveria se fazer essa pergunta, para falar a verdade. No que depender de mim... - Deu um sorriso lascivo mesmo. Tombei a cabeça para o lado, sorri inocente e perguntei:

- Posso ficar por cima?

Concordou.

De volta para o quarto e sem as toalhas, que já estavam estendidas, eu estava deitada sobre a sua cama e por baixo dele, o beijando sem pressa nenhuma. Corri os dedos pelos seus cabelos enquanto ele correspondia, acariciando meu rosto. Quando afastou a boca da minha, mas sem parar com os beijos, sua mão desceu da cintura, passou pela minha bunda e a apertou para, em seguida, parar na parte de trás da minha coxa e levantar minha perna, fazendo com que eu a enroscasse em torno do seu quadril. Depois de alguns minutos, ele já tinha dado um jeito de acariciar praticamente o meu corpo inteiro e eu fazia o mesmo, pelo menos até onde alcançava. Sua barba arranhava muito de leve meu pescoço e eu começava a sentir que ele ficava cada vez mais excitado, apesar de eu não estar em uma situação menos pior.

Quando deixou a minha boca para traçar a linha do meu maxilar, cravei as unhas nos seus ombros. E não estava esperando quando, de repente, mordeu o meu pescoço, como se fosse um vampiro mesmo, e, continuou deixando a mão passear livremente pelo meu corpo. Quando menos esperei, deslizou um dedo para dentro do meu sexo e começou a movê-lo lentamente. Ofeguei e, de repente, o aproximou a boca da minha orelha e, depois de morder o lóbulo (E por muito pouco mesmo não me matar), gemeu fraco e disse com aquela voz rouca, baixa e sexy:

- Molhadinha do jeito que eu gosto...

Estremeci com o arrepio que percorreu a minha espinha e, sem me dar conta, arqueei as costas.

- Me fala o que você quer, .

Mordi o lábio e comecei a rebolar.

- Mais rápido?

Ofeguei e ele foi diminuindo a velocidade. Gemi em protesto e, de birra, arranhei as suas costas. Riu baixo e me arrepiei.

- Não posso adivinhar o que você quer, .

Respirei fundo e, ligando o foda-se, perguntei:

- Quer mesmo saber?

Percebi que concordou. Aproveitando que estava distraído, dei uma guinada com o corpo e o derrubei no colchão ao meu lado. Me apoiei nas mãos e nos joelhos e, aproximando meu rosto do seu, respondi:

- Quero estar no comando por agora. Para começar, não vou beijar a sua boca. Mas vou beijar o pescoço... Mordendo quando tiver vontade... - Talvez por estar com o quadril encostando de leve no seu, pude sentir que aquilo estava deixando o cada vez mais excitado. - Depois... - Comecei a traçar com o dedo uma linha reta no seu peito. - Quero continuar por aqui, passando por aqui... - Encostei a palma na sua barriga. - E aqui. - Cobri sua tatuagem de estrela. - E então... - Tracei outra linha com a ponta do dedo, mas em linha reta e indo um pouco para baixo. Àquelas alturas, ele estava que não se aguentava. - Não pense que vou ser tão boazinha assim... Vou te fazer provar um pouco do próprio veneno, .

- Como?

Dei um meio sorriso. Peguei sua mão e demonstrei tudo o que queria fazer. E, por muito pouco, ele não perdeu o controle.

Comecei a fazer tudo que tinha dito, tendo como ponto de partida, seu pescoço. Descobri seus pontos fracos graças às suas mãos, que apertavam minha cintura com um pouco mais de força sempre que eu encontrava um ponto mais sensível.

Continuei com a trilha pelo seu peito e barriga, não me esquecendo de nenhum mínimo pedacinho e pude perceber sua ansiedade. Me ergui, ficando apoiada nas mãos e falei:

- Quer saber? Acho que vou deixar passar a sua tatuagem...

Estava vendo a hora em que ele ia me agarrar depois daquilo. Mas, ao invés do óbvio, me surpreendeu, apenas concordando em silêncio e respirando um pouco mais forte. Mordi o lábio, o soltando lentamente e vi que ficou hipnotizado por aquilo. Ri fraco e, em seguida, fechei os dedos em torno do seu pênis. Manteve seu olhar fixo em mim o tempo inteiro enquanto o masturbava sem pressa nenhuma e com a mesma delicadeza que ele tinha comigo. Aos poucos, ele ia perdendo o controle e, quando começou a ofegar e fechou os olhos, foi a deixa que eu estava esperando. Me inclinei para a frente, protegendo os dentes e o cobri com a minha boca, o chupando de leve. Tive uma ideia e aquilo funcionou quase que imediatamente. Mantive meu olhar fixo nele, prestando atenção em cada expressão que fazia, se deleitando com tudo o que acontecia. Decidi usar a outra mão para “brincar” um pouco com os seus testículos e sua expressão mudou completamente. Tirei o seu pênis da minha boca, mas sem parar de masturba-lo e continuei com os estímulos, deslizando a ponta da língua por toda sua extensão e, quando chegava à glande, a sugava. Se atreveu a abrir os olhos e, antes de tirá-lo da boca, deixei meu lábio deslizar lentamente pela ponta. Quase imediatamente, não resistiu e fechou os olhos de novo, tombando a cabeça para trás, entreabrindo a boca e gemendo fraco. Sua expressão quase me fez parar com aquilo tudo e ir diretamente ao que interessa, mas não parei. Nem quando ele me chamou, para avisar que não ia aguentar por mais tempo. E muito menos quando senti o gosto do pré-gozo. Depois que ele finalmente chegou ao seu limite, fiquei o observando por alguns instantes. Poucos segundos depois, eu já estava deitada debaixo dele de novo e o me beijava. Quando interrompeu o beijo para começar com as preliminares, o segurei e perguntei:

- Sem ofensa, mas acha mesmo que vou ter paciência?

Deu um meio sorriso e respondeu:

- Eu tive.

- Mas eu não. E quero tentar uma coisa.

Mesmo estranhando, obedeceu quando pedi que me desse um pouco de espaço. Me virei e fiquei de quatro. Tentei ignorar a timidez que começava a brotar por estar naquela posição e, quando estava esperando por ele, ouvi um barulho e me virei para ver o que era. Sobre o criado-mudo, estava um pacote aberto de camisinha. Segurou a minha cintura com uma das mãos e logo me penetrou. Podia senti-lo por inteiro e não tinha como negar que a sensação era boa. Não resistindo, levei uma das mãos até o meu sexo e comecei a fazer círculos no meu clitóris. Senti sua mão deslizando da minha cintura até o meu seio e o apertou. Quando começou a investir com mais rapidez, sem querer, esbarrei a ponta da unha nele, que gemeu.

- Te machuquei? - Perguntei, sabe-se lá como, em meio a ofegos.

- Não. - Respondeu. Do nada, soltou meu seio e pôs a mão sobre a que eu usava para me tocar. Se inclinou sobre mim e, aproximando a boca do meu ouvido, disse: - Quero te ver se tocando...

- Agora?- Perguntei e ele negou.

- Outra hora.

De repente, saiu de dentro de mim e fez com que eu me deitasse de costas. Me olhando fixamente, me penetrou de uma vez e começou a se movimentar com a mesma intensidade de antes. Como já estávamos quase nos nossos limites, bastou que ele se movesse por mais algumas vezes e finalmente atingi o clímax. Se largou em cima de mim e aproveitei para mexer no seu cabelo.

- Me dá só... Um tempo para me recuperar antes do terceiro round. - Disse, ainda ofegante.

- Terceiro? - Perguntei. Se endireitou e apoiou-se nos cotovelos, cada um de um lado do meu corpo.

- Eu te avisei. E pode ir se preparando para não sentar direito por uns dias.

Eu estava em estado de choque.

- Oi! Não sou uma máquina! Tenho que comer, ir ao banheiro...

Saiu de dentro de mim e tive uma sensação terrível de vazio. Rolou para o lado e disse:

- Pronto. Está livre para fazer o que quiser. Se precisar ir ao banheiro, comer e fazer o que mais precisar...

Respirei fundo e me levantei, indo até o banheiro. Mas, no meio do caminho, me chamou. Quando me virei, o disse:

- Vem cá.

Estranhei, mas obedeci. Parei perto da cama e me puxou, quase fazendo com que eu caísse sobre ele. Em seguida, roubou um beijo.

Depois que saí do banheiro, alguns minutos depois, perguntei, o olhando, ainda deitado na cama:

- Posso pegar uma blusa sua emprestada?

- Não me importo se você andar por aí sem nada.

Dei um estalo com a língua e falei:

- Eu me importo.

Suspirou e concordou. Peguei uma mais larga e a vesti. Cobria a minha bunda e era bastante confortável.

Assim que saí do seu closet, ele não estava mais ali.

- ? - O chamei. Quase imediatamente, ouvi o barulho da descarga. Demorou um pouco, provavelmente lavando as mãos (Pelo que concluí, graças ao som da água corrente) e, depois que terminou, destrancou a porta e saiu. Veio andando e com a mão na barriga, muito perto do seu...

- Gostei da minha camiseta em você...

Dei um meio sorriso e, do nada, tive uma ideia. Descruzei as pernas e as cruzei de novo, como a Sharon Stone fez num filme.

- Está com fome? - Perguntei e ele deu um meio sorriso.

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